quinta-feira, 24 de junho de 2010

“A CASA DE MEU PAI”

TEATRINHO PARA O DIA DOS PAIS

> Personagens: Luís, menino pobre; Zelina, irmã mais velha de Luís; Sílvia,
> menina do sítio; Mário, pai de Sílvia; Pim-pim, periquito de Luís (realejo);
> crianças para a figuração.
> Figurinos: Todos com roupas comuns de crianças. Apenas Luís e a irmã usam
> roupas bem velhas.
> Cenografia:
> Cenário l - Uma praça, um banco de jardim e um fundo pintado com árvores.
> Cenário 2 - Sítio de Sílvia: aproveitar o cenário anterior, apenas tirando o
> banco.
> Cenário 3 - Porta da casa do Pai, com a placa "BEM-VINDO, MEU FILHO".
> Sonoplastia: Música do realejo e outras, à escolha.
>
> ATO UM - CENÁRIO l
> (A praça está cheia de crianças que olham o periquito de Luís, dentro da
> gaiola. Luís, com a manivela, faz o realejo tocar.)
> Luís: Quem vai tirar a sorte? Quem vai tirar a sorte?
> (As crianças se movimentam, agitadas, e todas querem tirar um papelzinho.)
> Crianças: Eu! Eu! Eu! Eu!
> Luís: Calma, gente; o periquito vai tirar a sorte de todo mundo.
> (A confusão continua, até que chega Zelina.)
> Zelina: Oi, mano, já são quase 6 horas. Não está em tempo de você ir para
> casa? Mamãe está nos esperando.
> Luís: Está sim, Zelina. É isso aí, pessoal. Por hoje chega! O Pim-pim já
> está sem voz de tanto cantar. Amanhã tem mais.
> (As crianças saem do palco, deixando apenas Zelina e Luís, que se sentam no
> banco.)
> Luís: Zelina, eu sei que você também trabalhou o dia inteiro, mas... Não dá
> para falar da casa de nosso pai, já que eu não o conheci?
> Zelina (faz um carinho no irmão):
> Dá sim, Luís. Você sabe que eu não sei lhe dizer não.
> Luís (recosta-se na irmã): Conte tudo de novo o que você já contou!
> Zelina: Tá bem. Lá, na casa do Pai, tem tudo de bom que você pode querer:
> uma cama supermacia, com lençóis limpinhos e, quando faz frio, tem um
> cobertor enorme que dá pra esquentar o mundo inteiro.
> Luís: O mundo inteiro?
> Zelina: É.
> Luís: Mas na casa do pai cabe tanta gente assim?
> Zelina: Cabe. A casa do Pai é diferente das outras. Conforme vai entrando
> gente, ela vai crescendo.
> Luís: Que mais que tem lá?
> Zelina: Tem uma geladeira gigante, cheia de comida gostosa. Tem arroz,
> daquele bem soltinho, feijão do mais gostoso, frutas, doces, chocolates...
> Luís: Mas, Zelina, quem é que cuida de tudo isso? O pai tem empregada?
> Zelina: Não, Luís. Eu já disse que a casa do Pai é diferente. Ela
> funciona-sozinha. Conforme a comida vai acabando, outras novas vão surgindo.
> Ele providencia tudo.
> Zelina (olha o relógio): Luís, vamos embora. Já é tarde!
> Luís: Qualquer dia eu vou para lá, Zelina. É muito longe?
> Zelina: Não, Luís, mas também não é perto.
> Luís: No dia em que eu for, como vou saber que casa é, se você não tem o
> endereço?
> Zelina: Não precisa. Na porta da casa do Pai tem uma placa onde se lê:
> "Bem-vindo, meu filho".
> (Os dois saem e a cortina se fecha, abrindo-se logo em seguida. Luís entra
> com o realejo para mais um dia de trabalho.)
> Luís: Nossa, o tempo passa tão depressa! Já faz um mês que minha irmã Zelina
> foi embora com a patroa, trabalhar noutra cidade! Eu tenho tanta saudade
> dela, de ouvir ela contar sobre a casa do nosso pai...
> (Enquanto Luís pensa alto, entram as crianças para tirarem a sorte no
> realejo. Luís faz funcionar a música. As crianças se movimentam bastante,
> até que Luís resolve dar um aviso.)
> Luís (subindo no banco): Atenção, criançada. De amanhã em diante, vocês não
> vão mais me encontrar aqui.
> Alguém da turma pergunta alto: Por quê?
> Luís: É que eu vou sair por aí até encontrar a casa do meu pai.
> Alguém pergunta: E seu pai mora longe?
> Luís: Minha irmã disse que não é perto nem longe, mas que eu vou achar
> fácil.
> Alguém pergunta: E o realejo?
> Luís: Ele vai comigo. Quando chegar na casa do meu pai, vou mostrar-lhe como
> o Pim-pim canta bem.
> (Luís desce do banco, pega o realejo e vai saindo.)
> Luís: Então, tchau, amigos. Quando eu voltar, quero encontrar todos vocês
> aqui para tirar a sorte.
> (As crianças ficam dando adeus ao menino, enquanto a cortina vai se
> fechando.)
>
> ATO DOIS - CENÁRIO 2
> (Luís entra carregando o realejo. Cansado, senta-se no chão.)
> Luís: Puxa, a Zelina disse que a casa do meu pai não era longe, mas eu já to
> andando faz três dias e ainda não cheguei!
> (Entra Sílvia.)
> Sílvia: Oi. Quem é você e o que estáfazendo aqui no meu sítio?
> Luís: Aqui é seu sítio, é? Eu sou Luís.
> Sílvia: É, mas não faz mal. Eu sou a Sílvia. O que é essa gaiola na sua mão?
> Luís: E o meu realejo. Com ele é que eu trabalho.
> Sílvia: Ai, que legal! Toca um pouco pra mim?
> (Luís faz funcionar o realejo.)
> Sílvia: Que lindo! Vou pedir ao meu pai para deixar você dormir aqui no
> sítio hoje, assim pode mostrar o realejo pra todo mundo. Você quer?
> Luís: Seria bom, mas é que estou indo pra casa do meu pai e ainda tenho
> muito para andar.
> Sílvia: Seu pai mora muito longe? Luís: Nem longe nem perto.
> (Sílvia faz cara de espanto e insiste para o menino ficar. Sílvia chama o
> pai.)
> Sílvia: Paiê! Paiê!
> (Entra o pai.)
> Mário: Diga, minha filha!
> Sílvia: Papai, este é o Luís; ele toca realejo. Ele pode dormir aqui no
> sítio hoje?
> Mário: Pode ficar, mas só hoje.
> (Mário sai e Sílvia fica ouvindo o realejo e conversando baixinho com Luís,
> até que ouve o pai chamá-la.)
> Mário (em off): Silvia! Sílvia! Venha para dentro!
> Sílvia: É o meu pai, Luís. Tenho de ir. Durma ali no estábulo, está bem?
> (Sílvia sai e Luís acomoda-se, com o realejo. A cortina se fecha. Dia
> seguinte: a cortina se abre e entra Sílvia, saltitando. Luís acorda.)
> Sílvia: Oi, Luís. Dormiu bem?
> Luís: Dormi. Só que já vou indo, Sílvia. Preciso encontrar a casa do meu
> pai.
> (Sílvia fica triste.)
> Sílvia: Luís, eu quero ir com você!
> Luís: Mas, Sílvia, eu nem sei onde é. E se levar muito tempo pra achar, seus
> pais vão morrer de preocupação!
> Sílvia: Leve-me com você, Luís. Tenho certeza de que antes do anoitecer
> estaremos de volta.
> (Luís se levanta e sai com Sílvia. A cortina se fecha.)
>
> ATO TRÊS - CENÁRIO 3
> (Vê-se a porta, onde se lê "Bem-vindo, meu filho".)
> Luís: (gritando) Sílvia, Sílvia, encontramos a casa do meu pai! Olha lá a
> placa, como a Zelina disse que tinha!
> Sílvia: Quem é a Zelina?
> Luís: E minha irmã mais velha, de quem gosto tanto e que não vejo há muito
> tempo!
> Sílvia: Por que ela não veio com você?
> Luís: Ela foi embora com os patrões, mas disse que eu iria encontrar a casa
> do nosso pai.
> Sílvia: Será que seu pai não vai achar ruim de eu ter vindo junto, Luís?
> Luís: Que nada! A casa dele vai aumentando conforme vai chegando gente. E
> tem comida sempre na geladeira, e tem muito doce e chocolate. Aqui ninguém
> fica doente e...
> (Sílvia o interrompe.)
> Sílvia: Puxa, Luís, a casa do seu pai é mesmo incrível!
> (Enquanto falam, chega Zelina.)
> Zelina: Alo, pessoal!
> (Luís grita de alegria e abraça a irmã.)
> Luís: Zelina, Zelina, que saudade! Como é que você veio visitar nosso pai no
> mesmo dia que eu? Esta é a Sílvia.
> (Zelina cumprimenta Sílvia.)
> Zelina: Oi, Silvia!
> Sílvia: Oi!
> Zelina: Você gosta muito da Sílvia, não é, Luís?
> Luís: Sim. Eu a conheci ontem, mas parece que vivi com ela a vida inteira.
> Zelina: Eu vim aqui hoje,porque sabia que ia encontrar você. E que eu tinha
> me esquecido de lhe dizer que na casa do nosso Pai, além de ter sempre
> comida e agasalho, podemos também encontrar todas as pessoas que amamos.
> Luís: Todas mesmo? Zelina: Todas.
> Luís: E elas podem ficar aqui com a gente?
> Zelina: Na casa do Pai, a distância não existe, Luís. Estamos sempre perto
> um do outro.
> (Terminando de falar, Zelina sai de cena. Sílvia olha no relógio e se
> espanta.)
> Sílvia: Luís, tenho de voltar.
> Luís: Mas você não ia ficar aqui comigo?
> Sílvia (saindo): Lembre-se do que Zelina disse: "Na casa do Pai não existe
> distância. Estamos sempre perto um do outro". Adeus.
> (Sílvia sai de cena, deixando Luís pensativo.)
> Luís (dirigindo-se ao público): Já sei quem é esse pai que tem casa pra todo
> mundo e permite que as pessoas vivam próximas umas das outras. E o Pai do
> céu! Além de agradecê-lo por tudo isso, devemos agradecê-lo pelo pai que deu
> a cada um de nós. Por falar nisso, vamos dar um abraço e um beijo em nosso
> pai, pelo seu dia? Não se esqueça de dizer-lhe que você o ama muito, tá?
> (Colocar alguma música referente ao dia, enquanto a cortina vai se fechando.
> Todos voltam ao palco e se abraçam.)
>
>
>
>
> Tiadulce91@gmail.com

5 comentários:

vivian daniele disse...

parabens pelo seu blog
que Deus te abençoe..

coisa de criança disse...

OBRIGADA VIVIAN PODE COPIAR A VONTADE

Davi Kindlein Romio disse...

Olá
Divulgo também esta peça, e coloquei o link pra cá, como fonte.

Fernanda Ferreira disse...

Ter atitude de ser benção e inspiração para outras pessoas, faz tda a diferença.Deus te abençõe!!! Valeu pela dicas nos abençoaram mto.

Fernanda Ferreira disse...

Ter atitude de ser benção e inspiração para outras pessoas, faz tda a diferença.Deus te abençõe!!! Valeu pela dicas nos abençoaram mto.